"Contemplai a sua Face e serei consolada"

"Contemplai a sua Face e serei consolada"

sábado, 8 de setembro de 2012

Da vida monástica dos FBIC.


Seguimos a vida monástica em torno do Superior (pai espiritual que representa o Cristo na comunidade) com os ensinamentos de São Bruno (forma de viver a Palavra de Deus concretamente) na liturgia, o gênero de vida solitária e comunitária, formação permanentemente e a espiritualidade. Tudo isso exercido e cultivado na estabilidade dentro da comunidade monástica, sendo monges Eremitas; que desejam habitar na solidão e no silêncio em uma fraternidade unida, os Cenobitas; além da vida contemplativa e desejam trabalhar, exercendo nas pastorais e urgências da Igreja, levando ao povo de Deus o conhecimento de seu filho e da Bem-Aventurada virgem Maria.


















Um comentário:

  1. A Festa da Exaltação da Santa Cruz

    Festa Litúrgica da Santa Cruz é tão importante no Calendário Litúrgico Bizantino, que inicia suas comemorações já no Domingo que a antecede, preparando o ambiente espiritual dos cristãos, dada a sua relevância.

    A Cruz para a Igreja é sinal e instrumento de Salvação. Por isso, os cristãos orientais, a veneramos gloriosa e vivificante, despida dos sentimentos mórbidos que poderiam ofuscar a sua magnitude. O sofrimento, as dores e a morte que o Senhor sofreu por meio dela, por mais terríveis que pudessem ser, fê-la veículo da nossa Salvação.


    O madeiro por onde escorreu o Sangue precioso do Cristo, não poderia ficar indiferente à Ressurreição do Senhor, pois o Sangue divino estava impregnado nele e o transformou. A Cruz, outrora símbolo da morte, ressuscitou com o Senhor , mostrando-se agora resplandecente.

    Próximo aos tabernáculos (Arthofórion) no interior dos quais estão guardados o Corpo e o Sangue de Cristo Ressuscitado, geralmente, faz par uma Cruz que nos reporta à figura bíblica da serpente de bronze que Moisés elevou no deserto, querendo nos recordar que a Ressurreição é fruto da Cruz assumida.

    Como cristãos não devemos olhar somente para a Cruz, porque nosso objeto de adoração é o Senhor Ressuscitado, e a Ele devemos render-lhe glória. A Cruz sobre a qual Jesus sofreu era, originalmente, apenas um instrumento material de sua morte. Mas, já na época dos apóstolos, ela se transformou em símbolo de redenção operada por Cristo e, portanto, símbolo da fé cristã. O que era execrável instrumento de condenação tornou-se, em Cristo, a âncora de Salvação para o mundo. Por isso São Paulo escreve:

    «Nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas par os eleitos ele é a força e sabedoria de Deus.» ( 1Cor 1,23)

    Deus pôs no santo Lenho da Cruz a Salvação da humanidade, para que a Vida ressurgisse de onde viera a morte.

    Da árvore do paraíso onde a serpente tentou Eva, nasceu o pecado. Da árvore que deu o lenho para a Cruz de Cristo nasceu a Vida em plenitude e a Salvação para a humanidade. E deste sagrado Lenho o Senhor atrairá para Si a todos e todas as coisas. (Jo 12,32)

    Não é pouco comum ouvirmos algumas pessoas dizerem que devemos carregar nossa cruz a cada dia com resignação, aceitando os sofrimentos. Constata-se uma supervalorização do símbolo da dor que ela representa. Se o Senhor carregou sua Cruz, cumprindo a vontade do Pai, também Ele ressuscitou. É nesta verdade que devemos embasar nossas esperanças e fé.

    Nunca nos esqueçamos de que a Cruz ressuscitou com o Cristo e se tornou gloriosa e vivificante.

    «Diante da tua Cruz, ó Mestre, nos prostramos
    e glorificamos a tua santa Ressurreição».

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